As Principais Diferenças Entre Franquias de Rua e Shopping

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A FranquiaEspecialistas explicam quais são as diferenças entre ponto de rua e shopping e redes contam as diferentes estratégias.

O processo para escolher o ponto ideal para a sua franquia pode levar tempo, mas é importante que o local escolhido seja compatível com o perfil do público alvo da marca. “O primeiro passo é verificar com seu franqueador se o modelo de negócio da marca só pode ser em shopping, na rua ou em ambos”, afirma Filomena Garcia, diretora da Franchise Store.

 

Estudo de localização, influência da concorrência na região, custo, facilidade de acesso e área para estacionamento são alguns cuidados que os franqueados devem se atentar nessa tarefa. “Especialmente no caso de ponto de rua, é importante saber qual é a zona que está entrando e se a atividade que você está desenvolvendo é permitida”, explica Marina Bechtejew, consultora especializada em franquias da KBM Advogados.

Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, afirma que a contagem do tráfego de pessoas, independente se for de uma loja de rua ou de um shopping, é indispensável. “Nem sempre as franqueadoras fazem isso e nem sempre o franqueado se atenta para isso”, diz.

Algumas redes de franquias adotam estratégias diferentes para cada tipo de ponto, pois o objetivo é o mesmo: a lucratividade do negócio. “Hoje, tanto loja de rua quanto loja em shopping, os preços são altíssimos. É preciso calcular quanto aquilo está custando no meu investimento, às vezes pode nem compensar”, completa Marina. Veja abaixo as estratégias de algumas redes para cada modelo de negócio.

Avaliar bem o perfil do franqueado

A rede de cafeterias Suplicy Cafés Especiais tem lojas em shoppings, rua e também galerias de rua. Marco Suplicy, sócio-fundador da marca, afirma que a segurança é um fator importante nas lojas de rua. “A figura de segurança é comum e é um custo a mais”, diz.

Além disso, ele afirma que a escolha do local do ponto também tem muito a ver com o perfil do interessado. “Estamos negociando um street center em São Paulo, e o candidato quer esse modelo porque ele não quer trabalhar durante o final de semana”, conta. Diferente de um shopping, que o movimento não é afetado aos sábados e domingos. 

Desenvolver planos de marketing diferentes

Presente em shoppings e em lojas de rua, a rede MegaMatte é especializada no comércio de mate e lanches saudáveis. Rogério Gama, diretor de desenvolvimento da rede, explica que em ambos os modelos de negócio os clientes compram por impulso. “As pessoas estão passando e acham que é uma boa hora de lanche”, diz.

Por isso, desenvolver planos de marketing diferentes para as lojas de ruas é uma estratégia da marca, pois as lojas de shopping têm suporte das ações de marketing do próprio shopping. “Temos que trazer os clientes em potencial do entorno para perto da loja e no shopping esse trabalho já é feito”, explica.

Focar na experiência do usuário

O Giraffas tem modelos de franquia em shopping centers e em ruas. De acordo com Ana Centrone, gerente de expansão da marca, hoje o foco da estratégia da rede é em restaurantes. “Vemos um potencial, para isso atuamos com uma empresa especializada para buscar pontos de ruas”, explica.

Além da localização, custo de ocupação, ambiente e a experiência do cliente são fatores avaliados pela marca antes de fechar o ponto comercial. O cliente, nesse caso, pede no caixa e o atendente entrega o serviço na mesa. “Ele se sente mais à vontade, e o ticket médio é um pouco maior”, diz Ana. Área infantil e refrigerantes com refil são outros diferenciais para completar a experiência.

Cuidar da montagem da vitrine

Luis Berger, diretor de operações da Multicoisas, afirma que tem uma grande diferença entre as lojas de ruas e shoppings. “O cliente da loja de rua tende a ser um cliente que sai de casa para ir até a loja. Ele tem um problema e vai direto para buscar aquilo que precisa. Já a loja de shopping é uma loja de conveniência, pois os clientes vão até o shopping e passam em frente a loja, veem a vitrine e entram”, explica.

Dessa maneira, a vitrine tem um papel muito importante para a loja de shopping da rede. “Colocar produtos mais volumosos, como escada e varais não faz sentido no shopping center”, diz Berger. O que é justamente feito nas lojas de rua, pois algumas são um pouco recuadas por conta do estacionamento na frente. “Produtos maiores são necessários para chamar a atenção dos clientes”, completa.

 

 

 Fonte: Exame