Aprendendo Estratégia de Imagem com as Marcas Valiosas

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Imagem Estratégica Quando uma empresa dedica o tempo e os recursos necessários para entender o papel que suas marcas ocupam nas vidas de seus clientes, ela aumenta muito a chance de se tornar uma marca realmente valiosa. Parece óbvio pensar assim, mas nem sempre a realidade acompanha.



O que é, na prática, ser uma marca “valiosa”? Que fatores levam Coca-Cola, Apple e IBM a figurar nos três primeiros lugares do relatório 2012 de Melhores Marcas Globais da Interbrand, a maior consultoria de marcas do mundo? Na verdade, é uma soma de vários ingredientes.

Quando a Interbrand publica a cada ano seu relatório com as 100 marcas mais valiosas do mundo (a edição mais recente foi divulgada esta semana), ela analisa as muitas maneiras pelas quais uma marca atinge e beneficia uma organização. Entram na conta:

Em comum, as marcas que figuram nesse ranking tem um ponto-chave: todas têm se desdobrado para proporcionar experiências mais pessoais e mais ricas aos seus clientes – em todas as geografias e plataformas. A utilização das mídias sociais para aprofundar essa interação é um dos aspectos que, a cada ano, ganha mais força. Ao ampliar os pontos de contato com os consumidores, ou seja, fazer parte de sua vida em diversas circunstâncias, essas marcas estabelecem uma relação de confiança e afetividade que acaba por se tornar duradoura, respaldada pela qualidade dos produtos ou serviços que a empresa oferece.

Tecnologia bombando, mais uma vez — Reflexo das demandas do mundo contemporâneo, as marcas ligadas ao setor de tecnologia verificaram expressivo crescimento do ano passado para cá. Cinco das top10 deste ano são do setor de tecnologia (Apple, Google, Microsoft, Intel e Samsung).

A Apple foi também a que mais cresceu no ranking – 129%, pulando do oitavo para o segundo lugar, em relação a 2011, muito em decorrência de sua expansão em mercados emergentes. Sim, todos querem um iPhone ou iPad, mas ao lado da excelência do design e da tecnologia, é uma marca que traz um carimbo mais humano, centrado da figura de Steve Jobs – mesmo depois de morto.

Esse é um dom que muda de empresa para empresa, mas não há dúvida de que a estratégica de construir o que se chama de “proposta de marca” passa por esse apelo humano, de satisfação e de experiência inesquecível.

Veja o caso do Facebook, por exemplo. Ele entrou pela primeira vez no ranking (nº 69) muito mais pelo que ele representa hoje no universo das mídias sociais do que pelo seu estrondoso IPO (Oferta Pública Inicial de ações), que arrecadou US$ 16 bilhões mas logo em seguida proporcionou perdas significativas para os acionistas.

Online e offline, ao mesmo tempo — Todas as 100 marcas mais valiosas do mundo também aprenderam que, para se manter nessa lista, não basta mais usar as estratégias de sempre para ser o queridinho do consumidor e vender bastante. A cada ano, cresce a importância dada pelos consumidores ao tipo de relacionamento que eles têm com suas marcas preferidas.

Os esforços das marcas para criar novos pontos de contato por meio das mídias sociais tem surtido efeito. Mas o que notável é que as marcas também já perceberam que a interação apenas no mundo offline ou apenas no mundo online não é suficiente. O que tem trazido mais retorno em termos de satisfação do cliente é justamente o cruzamento entre todas as plataformas. Isso é o que torna a interação mais dinâmica, interessante e estimulante.

Veja abaixo a lista das 100 marcas mais valiosas do mundo em 2012, segundo a Interbrand.

Marcas Valiosas
Fonte: Exame