Unicórnios e Startaps

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“Fora da Curva 3: Unicórnios e Start-ups”

O livro de Bartunek sobre o futuro.

Com organização iniciada em 2019, sem bola de cristal sobre a pandemia, livro trata de um dos temas mais quentes do momento.


“Sem dúvida que 2021 vai ser o ano da aceleração do venture capital e das startups. Assim como o ano de 2020 foi das empresas da economia do ficar em casa”, comenta Florian Bartunek, um dos papas do investimento fundamentalista, CEO da Constellation Asset, uma das casas mais badaladas do mercado. Ele acredita que, em breve, opções de investimento nessa economia para lá de vibrante vão chegar ao varejo. “Já está no private [banking] e certamente vai chegar às plataformas de investimento. O mercado reage à demanda.”

Mas isso estava longe de estar assim tão claro quando ele, o advogado Pierre Moreau e a jornalista Ariane Abdallah, em abril de 2019, começaram a organização do livro “Fora da Curva 3: Unicórnios e Start-ups de sucesso”, editado pelo selo Portfolio Penguin, da Companhia das Letras, que entrou ontem em pré-venda. É pura coincidência.


A Pandemia e a Aceleração da Cultura Digital


Obviamente, ninguém imaginava que haveria uma pandemia no meio e que isso aceleraria de forma totalmente impensável a cultura digital — nas pessoas, nas empresas, nos investimentos. Nem com bola de cristal. Mas é absolutamente inegável o quão oportuno o tema é.

Diferentemente dos dois livros anteriores, que contêm relatos de grandes investidores, a terceira edição reúne as experiências de 12 empreendedores que já fizeram história, mesmo tão jovens, iniciando negócios disruptivos a partir de suas ideias (sinônimo de startup, de forma bem simplificada).


“A gente poderia ter feito do ponto de vista dos investidores desses negócios. Buscado a Monashees e outras. Mas o que a gente quis foi privilegiar mesmo o empreendedor e as empresas”, destaca Moreau, parceiro de Bartunek também nas edições anteriores. O objetivo é inspirar e incentivar os jovens


Um Bom Conselho e alguém a Seguir


A ideia do livro não foi exatamente do trio. O que eles souberam fazer foi seguir um bom conselho — uma raridade: o bom conselho e alguém seguir. “Quando eu estava fazendo o Fora da Curva 2, fui ao Marcel [Telles, esse mesmo, da 3G Capital e um dos pais da Ambev/Inbev] pedir para ele ajudar. Daí, ele me fez pensar. Disse que o jovem não quer ouvir o que ele tem para dizer. Que o jovem quer escutar outros jovens, que estão fazendo coisas incríveis. Quer saber das startups”, conta Bartunek. “Então, fizemos um livro de jovens, para jovens, com uma linguagem de jovem. Simples.”

Como pai da ideia, Marcel Telles faz o prefácio. Luciano Huck, que dispensa apresentações de sua atuação multifacetada e que inclui até uma possível candidatura à presidência da República, fez o posfácio do livro. Bartunek e Moreau viram muito sentido no que Marcel falou.


Novos Unicórnios


“Na minha época, havia uma fila de jovens querendo trabalhar no mercado financeiro. Agora, essa fila é muito menor. O jovem quer trabalhar em startup”, comenta Bartunek, pai de uma jovem de 18 anos. “São esses jovens que vão estar fazendo o Brasil daqui 20 anos. Eles farão o crescimento e as leis.”

A seleção de empreendedores tem os responsáveis pela VTEX, Wildlife Studios, Stone, 99, Movile/iFood, eBanx, Voxus, Gera Capital, Trinus, Mastertech, Quinto Andar e Brex. Negócios que estão inovando em diferentes setores da economia, do e-commerce, passando por games, crédito até mercado imobiliário, entre outros.

“Algumas viraram unicórnios enquanto a gente escrevia o livro”, comenta Ariane, que também escreveu “De um gole só”, sobre a história da Ambev. A jornalista destaca que houve uma preocupação em não ficar apenas no eixo Rio-São Paulo, em representar outras partes do Brasil. “O que é muito bacana, é que são relatos em primeira pessoa. Esses empreendedores confiaram suas histórias, muitas vezes a parte mais pessoal e íntima, ao livro.” Foi ela quem conduziu as entrevistas que fizeram o fio da meada dos textos. Quem deu vida ao projeto.

Moreau destaca que o objetivo da edição, assim como das anteriores, é promover a educação. Por isso também que a renda do livro será doada à Fundação Estudar, uma organização de apoio e incentivo à educação, por meio de bolsas de estudos, criada há 20 anos por Jorge Paulo Lemann.

Nesse processo, Moreau chama atenção para uma lição fundamental dos empreendedores: a perseverança.“Muitos deles erraram e não foi na primeira tentativa que deu certo. Conviveram bem com os erros, o que nem sempre os empreendedores mais velhos sabem fazer. É ok errar.”

Por essa razão, Bartunek acha que o livro também é importante para as gerações mais maduras. Quando questionado sobre o que os grandes empresários já consolidados em seus negócios têm para aprender com os fundadores das startups, Bartunek nem pensa muito, já sabe:“Precisam aprender a correr mais risco, a errar mais. Precisam aprender a não metrificar tudo. Precisam ter um percentual do orçamento para o risco e ter em mente que crescer é necessário. Quem não faz poeira, come. Todos os protagonistas do livro correram risco e pensaram de forma simples.”

“Tem também uma coisa que me chamou muito a atenção. Os empreendedores sabem pedir ajuda e há uma cultura entre eles de criar um círculo virtuoso”, destaca Ariane. “E tem algo muito diferente. Todos esses empreendedores tinham uma missão. Mudar algum mercado. Simplificar algo. Eles não deram emprego às pessoas, deram uma missão”, completa Bartunek.

“Os empresários já maduros precisam aprender a correr mais risco, a errar mais. Precisam aprender a não metrificar tudo. Precisam ter um percentual do orçamento para o risco e ter em mente que crescer é necessário. Quem não faz poeira, come.”

 

Florian Bartunek

O CEO da Constellation Asset é um visível entusiasta do segmento. Não é coincidência a visão dele do assunto e o lançamento, pela gestora, de um fundo de inovação dedicado ao Brasil e ao exterior, lançado no ano passado. É coerência.

Para ele, estar atento a esse universo é essencial inclusive para bons investimentos das empresas da bolsa, tanto pela disrupção como pelas parcerias possíveis. Sem contar, lembra ele, que essas empresas terão capital aberto no futuro, assim como já tem a Stone. “Tem gente que diz que é bolha. Bobagem. Basta ver como as pessoas gastam dinheiro hoje, em que e como. É no Spotify, na Netflix, é no que é novo. O investidor tem de ir aonde vai o consumidor.

 

 

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