Isaias de Oliveira: Conta Como Chegou ao Sucesso Com sua Rede de Sorvetes.

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Em entrevista ao Jornal de Negócios, Isaias de Oliveira conta a história e os planos de expansão da empresa

Um pequeno empreendimento iniciado por um jovem de 18 anos na década de 1980, a rede Chiquinho Sorvetes já alcançou a marca de mais de 450 unidades espalhadas em todo o País, além de três lojas na Flórida, nos Estados Unidos. Com o apoio do pai – que se chama Francisco e foi a inspiração para o nome da marca –, o empreendedor Isaias Bernardes de Oliveira abriu uma pequena sorveteria na cidade de Frutal, em Minas Gerais, na década de 80.

Após cinco anos de trabalho, o empresário identificou a oportunidade de expandir seu negócio e partiu rumo ao Estado de São Paulo para novos desafios.


A primeira filial foi inaugurada em Guaíra, cidade a cerca de 40 quilômetros de Barretos. A partir daí, o negócio se expandiu e, em 1998, já com uma pequena rede de lojas, Oliveira implantou o uso das máquinas de sorvete soft. Durante a década de 2000, quando já tinha cerca de 80 unidades, a empresa entrou para o franchising com a criação da CHQ Companhia de Franchising, franqueadora com sede em São José do Rio Preto. Atualmente, a empresa possui centro de distribuição próprio para atender toda a rede e que é responsável pela logística e abastecimento das unidades. Oliveira conversou com o Jornal de Negócios a respeito dos desafios da vida de empreendedor e as estratégias para o negócio.

Por que o senhor escolheu o ramo de sorvetes para empreender?

Na época, a cidade em que eu morava (Frutal) era carente de sorvetes de qualidade e nós vimos essa oportunidade, aliada ao clima quente do município.

O senhor apostou no desenvolvimento de uma receita própria. Por quê?

Desde o começo sempre tivemos nossa própria receita. A que usamos atualmente é a evolução de todos esses anos. Eu nunca abri mão da qualidade, então estamos sempre aperfeiçoando nossa técnica. O sorvete é feito à base de uma bebida láctea que foi desenvolvida por mim. Hoje é colocada na máquina soft, que faz sorvetes de baunilha e chocolate. Esses dois sabores são a base para desenvolver os outros existentes. Hoje temos 120 sabores em nosso cardápio, além de outros produtos, como o milk shake e o shake mix.


Qual o maior desafio encontrado quando resolveu ampliar a sua rede e estabelecer o sistema de franquias?

O maior desafio foi sair de um modelo artesanal para um modelo industrial em grande escala. E também o fator logístico e de distribuição para todo o Brasil. Para isso, eu fiz parcerias com grandes indústrias que fornecem insumos para a produção da base de bebida láctea. Com nossa receita própria, esses fornecedores já entregam a base pronta em nosso centro de distribuição, que fica responsável por todas as entregas nas lojas.

Quais foram as estratégias adotadas para divulgar a empresa?

Investimos constantemente em ações de marketing e campanhas de divulgação dos produtos, tanto em TV como redes sociais. Hoje já podemos dizer que o investimento em mídia offline é o mesmo usado para mídias online. Também investimos em pesquisas de desenvolvimento e capacitação para manter o bom atendimento dos clientes e o suporte aos nossos franqueados.

A sazonalidade no ramo de sorvetes é um desafio para todo empreendedor que atua nesse segmento. Que conselho o senhor daria para quem atua no setor?

Acredito que o empresário precisa se preparar para a queda de vendas devido à sazonalidade com inovação, criatividade e estratégia. Todo ano, por exemplo, fazemos uma campanha de inverno com um mix de produtos para serem consumidos nesta época. Já fizemos bolo de caneca com sorvete por cima, fondue de frutas, entre outros. Estamos sempre inventando coisas novas. Hoje a sazonalidade já não é mais um problema.

Além de sorvete, o grupo é detentor de distribuidora alimentícia, empresa de tecnologia e agência de comunicação. Por que o senhor optou por diversificar?

Essas empresas têm por objetivo manter o padrão, a qualidade e o aperfeiçoamento dos serviços. Todo o trabalho desenvolvido por elas é complementar ao nosso negócio de sorvetes. A empresa de tecnologia, por exemplo, investe no desenvolvimento de software para as lojas. Hoje o nosso PDV é próprio. Já a nossa agência é responsável pelo desenvolvimento de todas as peças e campanhas. Lá eles respiram a Chiquinho Sorvetes e entendem toda a nossa realidade e necessidades.

 

FONTE: Pequenas Empresas e Grandes Negócios

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