Governo Anuncia Plano de R$ 486 mi de Reais para a Indústria de TI

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Brasil e Exterior O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (20), um pacote de investimentos no valor de 486 milhões de reais para incentivar a indústria de tecnologia, a formação de startups e o crescimento do mercado de software no Brasil.

Chamado “TI Maior”, o plano desenvolvido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem como objetivo dobrar a receita anual do mercado de TI do Brasil, hoje em cerca de 100 bilhões de dólares, até o ano de 2022.



Com isso, as exportações, hoje, na casa dos 2,4 bilhões de dólares, devem saltar para cerca de 20 bilhões de dólares. Hoje, o Brasil é o sétimo maior mercado de TI. A meta do plano é saltar para quinto.

Os investimentos do Governo serão divididos em 15 áreas estratégicas: aeroespacial, supercomputação, mobilidade, defesa cibernética, computação em nuvem, petróleo e gás, saúde, educação, energia, agricultura, finanças, mineração, eventos esportivos e software livre.

O dinheiro deve ser aplicado nos próximos quatro anos.

STARTUPS

O Governo pretende investir um total de 40 milhões de reais em startups de software e serviços, sendo 25% de startups internacionais localizadas no Brasil. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de 150 empresas até 2014.

Dessa forma, jovens empreendedores poderão recorrer ao investimento público para financiar suas ideias.

Para otimizar o desenvolvimento das startups, o Governo vai criar aceleradoras, com técnicos que darão assistência às startups nas áreas jurídicas, administrativa e de marketing, além de promover o contato com outros investidores e com pesquisadores.

CERTIFICAÇÃO E PRESENÇA INTERNACIONAL

Outro ponto do plano é o Certics (Certificação de Tecnologia Nacional de Software e Serviços). Por meio dele, empresas certificadas terão preferência de compra em produtos e serviços junto ao Governo.

Para serem certificadas, as empresas terão atender requisitos de implantação tecnológica, inovação e capacidade de atendimento.

Para promover a exportação dos serviços, o Governo pretende criar pontos de presença internacionais em mercados-chaves, como Estados Unidos, China, Ásia e África. Os postos serão responsáveis por estabelecer conexões de networking, suporte, inteligência de mercado, promoção comercial etc.

Além disso, o "TI Mais" vai estabelecer diferentes planos de investimentos, que variam entre 12 milhões e 55 milhões de reais, para 12 ecossistemas estratégicos: educação, defesa e segurança cibernéticas, saúde, petróleo e gás, energia, aeroespacial, grandes eventos esportivos, agricultura e meio ambiente, finanças, telecomunicações, mineração e tecnologias estratégicas.

O plano irá destinar também 15 milhões de reais para a instalação de quatro centros internacionais de pesquisa e desenvolvimento na área de software e TI.

O objetivo é atrair para o país as atividades-chave e intensivas em tecnologia dos processos de desenvolvimento de software e serviços de TI, tidos como de “classe mundial”.

MERCADO EM CRESCIMENTO

Segundo o Governo, em 2011, o faturamento do setor de TI, exceto Telecomunicações, cresceu 11,3% em relação a 2010 e atingiu a marca de 100 bilhões de dólares, respondendo por 4,4% do PIB brasileiro.

Para 2020, estima-se um mercado global de TI na ordem de US$ 3 trilhões, dos quais US$ 900 bilhões serão dessas tecnologias, sendo o Brasil um candidato competitivo a produzi-las.

Para o mercado brasileiro, estima-se um montante de US$ 200 bilhões, com 10% desse valor relativo às exportações. O Governo planeja que o setor empregue 900 mil pessoas até 2015.

Segundo números do Governo, este mercado é explorado por aproximadamente 8.520 empresas, dedicadas ao desenvolvimento, produção e distribuição de software e à prestação de serviços. Cerca de 94% das empresas que trabalham com desenvolvimento e produção de software são classificadas como micro e pequenas empresas.

 

Fonte: Exame