O Brasil Já é uma Potência?

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Brasil e Exterior Cabe aos empreendedores alavancar o país para a posição de liderança mundial.

Ainda estamos vivendo essa lua de mel do Brasil e recebendo os louros e afagos do mundo todo. Somos um país maravilhoso, uma nação que está entre os maiores mercados do mundo em vários setores e, em alguns, é líder absoluta.



Temos atraído um volume de investimento externo recorde, o que faz de nós um país com muitas oportunidades de investimento e desenvolvimento da nossa capacidade empreendedora. Enfim, capital com oportunidade é elemento chave para o bom desenvolvimento de qualquer negócio.


Mas ainda vejo que temos um caminho a percorrer. E grande. Todas as conquistas alcançadas até aqui são de extrema importância, mérito e motivo de orgulho para nós brasileiros. Mas não deixemos que essa situação nos acomode ou crie uma sensação de conforto e de que assim já está bom. Para sermos de fato um país grande, altivo, capaz e influenciador, nos falta atingir e por em prática nossos planos e sonhos.

Para termos uns exemplos práticos de que ainda temos esse caminho a percorrer, vejamos a questão do mercado de capitais. A BM&FBovespa é a terceira maior bolsa do mundo em valor de mercado, feito extraordinário para um país que, na década de 90, sofria com crises provocadas por especuladores. Mas quanto o índice Bovespa influencia nos mercados mundiais? Qual é a força do nosso mercado de capitais no mundo? Nossa bolsa ainda não influencia o mercado externo, apesar de seu valor de mercado, o que vale nesse segmento é o tamanho e o fluxo de capital que circula.

Nas recentes trocas de elogios entre Brasil e Estados Unidos, durante a visita da presidente Dilma ao presidente Obama e na visita da secretária Hillary Clinton ao Brasil, duas mensagens foram claras e diretas: 1) Não podemos ser somente a sexta maior economia do mundo, temos de ter uma população que tenha a sexta maior renda do mundo (o slogan do atual governo é: um país rico é um país sem miséria). Para alcançar essa condição de população rica, precisamos de muito investimento em educação para, aí sim, mudar a condição das pessoas; 2) EUA e Brasil podem ampliar muito mais as potenciais parcerias, os dois países estão em modo ocioso. E aqui as possibilidades vão além dos aspectos de negócio. Passa por educação, turismo, entretenimento, tecnologia, política etc.

O país tem todas as condições de ser a principal economia "verde" do mundo e assim liderar o novo modelo de desenvolvimento e crescimento das sociedades. Exploramos mal as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa (talvez nosso maior ativo em inovação) para projetos de desenvolvimento de alimentos, biotecnologia, eficiência etc. A exploração sustentável das nossas florestas, do ecoturismo, das construções sustentáveis, da reutilização de embalagens, do potencial energético renovável, da mobilidade urbana. Essa movimentação irá colocar o país num papel de liderança.

O ponto é: temos de manter um inconformismo constante para que alcancemos essa condição de um país capaz de influenciar os demais. Se deixarmos as conquistas atuais nos acomodarem, estaremos fadados a ser mais uma vez o país do futuro. Nossa condição atual nos obriga a continuar numa melhoria continua. Liderar o mundo ou ser um dos líderes é uma tarefa difícil, porém estamos na lista desses países. O bom momento que estamos vivendo hoje é pouco em comparação com o que esta por vir nos próximos dez anos. Os anos dourados do Brasil estão bem perto, mas depende exclusivamente de nós, empreendedores, levar nosso país a esse novo patamar.

 

Fonte: PEGN